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Design Thinking nos negócios: como ele contribui para a inovação?

Muitas pessoas relacionam o design apenas à função, qualidade ou aparência de um produto, mas a verdade é que ele é muito mais do que isso.

A partir da década de 1960, o design começou a ser alinhado a vários outros campos de estudos, como antropologia, administração e economia. Ele ajudava a enxergar o mundo de maneiras diferentes e oferecia caminhos até então não explorados para solucionar problemas. Tudo isso motivou o surgimento das primeiras escolas de Design Thinking, onde métodos do design eram trabalhados e estudados para tentar resolver problemas da sociedade.

Nas próximas linhas você vai entender por que o Design Thinking ainda é utilizado nos dias de hoje na área de desenvolvimento de produtos e em diversos segmentos do mercado que buscam inovar.

 

Explicando o Design Thinking

Digamos que ele é uma abordagem que encontra soluções para problemas de forma colaborativa e coletiva. O Design Thinking pode ser considerado uma estrutura de pensamento criativo, ainda que não tenha uma fórmula perfeita ou etapas pré-estabelecidas que devem ser seguidas e que servirão para qualquer situação.

Com ele é possível identificar obstáculos reais e resolvê-los de maneira eficaz, abordando o problema sob diversas perspectivas e ângulos. Para isso é fundamental o trabalho entre equipes multidisciplinares, que trazem olhares e interpretações variadas sobre uma questão.

Mas lembre-se: Design Thinking não é a mesma coisa que brainstorming. Ao pensar em múltiplas soluções para um problema, os profissionais são empáticos e realmente se colocam no lugar de alguém. É uma visão mais ampla que envolve entender efetivamente a dificuldade de uma pessoa.

Após isso, a melhor solução é transformada em protótipo. Pode ser uma nova ferramenta para um site ou um serviço de mais qualidade, por exemplo. A ideia é colocada em prática, testada e tem seus resultados avaliados para que os processos possam ser otimizados.

 

Mas só os designers conseguem pensar dessa forma?

Não. Todas as pessoas são design thinkers em potencial, desde que estejam sempre abertas às mudanças e às contribuições de outras pessoas. Afinal, observar o mundo e trabalhar novas soluções é uma habilidade humana e coletiva. Os designers profissionais apenas têm um pouco mais de facilidade para manter esse tipo de pensamento ativo, o que lhes confere certa aura criativa.

Mas reforçamos: criatividade não é algo inato; ela pode ser desenvolvida por qualquer um. No vídeo abaixo (com legendas em português), o designer David Kelley deixa isso claro e mostra como construir sua confiança criativa.

 

 

Agora que o conceito de Design Thinking está mais claro, vamos apresentar algumas etapas da sua aplicação em um negócio:

1) Encontre o caminho para inovar conhecendo a si mesmo e o ambiente externo.

Tenha em mente seus pontos fortes, as fragilidades da concorrência, as condições macroeconômicas e uma série de outros elementos relacionados ao seu negócio. Além de preparar uma análise SWOT para identificar fatores que devem ser levados em conta em um planejamento estratégico, realize pesquisas de mercado e reuniões multidisciplinares. Ações como essas abrem caminho para respostas valiosas.

 

Quadro Pande-01

 

2) Parta de um problema real e mergulhe nele.

O primeiro passo é definir um obstáculo a ser solucionado e focar sua atenção nas pessoas que são afetadas por ele. Talvez os consumidores não estejam sabendo usar alguma funcionalidade de um produto, por exemplo. Observe como eles lidam com isso e faça quantas perguntas conseguir. Além disso, lembre-se de abordar aspectos mais emocionais de um problema para obter das pessoas as respostas mais sinceras possíveis. Esta é uma etapa que gera muitas dúvidas e todas elas são essenciais na hora de compartilhar com a equipe os pontos interessantes que cada um descobriu.

 

3) Pense na estratégia!

Não tenha pressa para não correr o risco de perder detalhes pelo caminho. Recolha os dados e reflita com calma: o problema pensado no início realmente está refletindo as dificuldades das pessoas, do mercado ou da situação que você está abordando? Você realmente está tendo empatia para encarar a situação? Caso queira reformular suas estratégias o momento é agora!  Inspire-se em exemplos parecidos com o seu e entenda como os problemas foram solucionados. Fazendo essa análise você pode seguir em frente com uma visão mais ampla e clara.

 

4) Trabalhe as ideias. Agora é agora de criar.

Você recolheu ideias suficientes, vivenciou cada momento e tudo está bem definido e conectado? Então mão na massa. Escreva, desenhe e faça protótipos, transforme as ideias em materiais tangíveis. Isso auxilia a sua equipe a entender melhor o problema e possibilita o surgimento de novas soluções. Depois disso, teste e implemente para ver os resultados da sua inovação.

Quer um exemplo prático de Design Thinking? A Totvs, produtora de aplicativos para empresas, usou essa estratégia para tornar seus produtos mais amigáveis aos tablets e smartphones. Ela entrou em contato com seus clientes para entendê-los melhor e alcançou resultados incríveis e mais adaptados à necessidade dos consumidores (saiba mais aqui).

Em qualquer situação que envolve problemas a serem solucionados, insista para que o processo seja colaborativo e compartilhado. Quanto mais cabeças pensantes trabalharem em um projeto, maior a chance de sucesso. Trabalhe a imersão e tire sua ideia do papel.

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