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Sua marca sabe falar?

Assim como as palavras são a expressão do nosso pensamento, para uma marca, elas são a expressão do seu posicionamento. O que a gente fala e como a gente fala dizem muito sobre quem a gente é. Os valores em que acreditamos, cada história que vivemos, a cultura na qual estamos inseridos, as experiências pelas quais passamos. Tudo isso ajuda a construir nossa identidade, que se manifesta por palavras todas as vezes em que falamos algo.

Com as marcas é a mesma coisa. Suas palavras podem refletir seus valores, histórias, culturas, experiências. E quando todos esses discursos estão alinhados em forma e conteúdo, eles constroem o que em branding chamamos de identidade verbal. Por isso, quanto mais as palavras de uma marca são pensadas para refletir seu posicionamento, mais real e crível ela vai se tornando. Mais a marca é o que é, e mais consistentemente ela é capaz de evoluir para o que deseja ser.

Pense quantas pessoas estão em contato com você diariamente e o quanto você fala, conversa, explica, troca mensagens e textos com elas. Imagine o tamanho do impacto das palavras de uma marca, então. Pelo simples fato de ter um site, por exemplo, ela já tem o potencial de conversar com o mundo inteiro.
Quando uma marca entende que as oportunidades de se expressar com palavras são oportunidades para afirmar quem ela é, ela entende que pode aproveitar todos esses momentos para se consolidar mais e se tornar mais reconhecida. E eles acontecem o tempo todo, do nome da marca à forma como um funcionário atende o telefone, do discurso do presidente aos textos das embalagens de produtos.

Falando nisso, qual o nome da sua marca? Ela já tem um nome? E os valores nos quais acredita? Como ela surgiu, com que propósito, o que oferece? Como isso poderia se expressar com palavras, de um jeito próprio e cheio de personalidade? Assunto é o que não vai faltar. Porque com certeza, assim como acontece conosco, uma marca já tem muitas histórias antes mesmo de nascer. Mas a forma como elas são contadas pode ser criada, construída e renovada por diversas ferramentas de identidade verbal.

E como o discurso é também um exercício de autoconstrução, além desse tipo de trabalho ajudar a consolidar a imagem de uma marca, ele contribui para que ela se questione, se entenda e amadureça continuamente. Tanto em relação ao seu propósito quanto nos vínculos que constrói a cada palavra, com todas as pessoas que têm contato com ela. Porque quanto mais uma marca fala, mais se fala dela, mais ela sabe de si, mais ela tem para falar.

em>Tati Rossi é a especialista da PANDE em identidade verbal